segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cineasta Eduardo Coutinho é assassinado a facadas no RioSegundo a polícia, Daniel Coutinho, filho do diretor, foi responsável pelo crime; mulher do cinesta está internada em estado grave

Segundo a polícia, Daniel Coutinho, filho do diretor, foi responsável pelo crime; mulher do cinesta está internada em estado grave
 

José Patricio/Estadão
O cineasta Eduardo Coutinho

Maior documentarista em um século de história do cinema brasileiro, Eduardo Coutinho foi assassinado a facadas na manhã deste domingo, 2, em casa, no Rio, aos 80 anos. Segundo a polícia, ele foi atacado pelo próprio filho, Daniel, de 41, que em seguida tentou se suicidar. Com duas facas de cozinha, ele atacou também a mãe, Maria das Dores, de 62, internada em estado grave com duas facadas no peito e três na barriga. Daniel foi hospitalizado e está sob custódia da polícia; seu quadro, até a noite deste domingo, era estável.

Segundo amigos da família, Daniel tem problemas mentais, faz uso de remédios controlados e é dependente de drogas. De acordo com o delegado Rivaldo Barbosa, diretor da Divisão de Homicídios, que investiga o caso, após esfaquear o pai, ele bateu na porta de vizinhos e disse: "Libertei o meu pai, tentei libertar minha mãe, tentei me libertar, mas não consegui". Em seguida, voltou para o apartamento e se trancou. Segundo a polícia, a mãe teria conseguido se desvencilhar de Daniel e, trancada em um dos cômodos, acionou o outro filho do casal, Pedro, promotor de Justiça em Petrópolis, na região serrana do Rio.

Foi o próprio Daniel quem abriu a porta para a entrada dos bombeiros. O pai já estava morto. "Provavelmente ele estava em surto psicótico", acredita o delegado Barbosa.

O porteiro do prédio da família, na zona sul do Rio, ouviu gritos vindos do apartamento de manhã. Os bombeiros foram acionados às 11h48. Coutinho morreu em casa. Ainda não foi divulgado quantos ferimentos sofreu. Não há informações sobre velório e enterro. Quem está tomando as providências é o filho Pedro, que é promotor de Justiça na cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

Amigos de Coutinho ouvidos pelo Estado contaram que Daniel tinha comportamento hostil, mas nenhum soube dizer se ele já havia agredido os pais. "Coutinho o colocava na equipe, levava para as filmagens, tentava ajudar, mas sempre dava confusão. Ele tem problemas mentais, usava drogas. Coutinho sofria com essa situação", disse a produtora Vera de Paula.

Zelito Viana, marido de Vera e produtor de Cabra Marcado para Morrer, obra-prima de Coutinho, falou ao telefone com ele semana passada, e nada lhe pareceu anormal. "Estou chocado com a violência. O que sei é que Daniel tomava muito remédio", revelou. "Coutinho estava empolgado com o lançamento em DVD da cópia restaurada de Cabra. Ele voltou a filmar no mesmo local e incluiria isso como extra."

O documentarista fumava muito e teve problemas de saúde por isso. No entanto, estava recuperado e focado em dois projetos, contou o crítico José Carlos Avellar: além do DVD de Cabra, um filme novo, que filmara no Rio e estava montando.

Coutinho filma desde 1966 e é conhecido por filmes como Cabra Marcado para Morrer, considerado sua obra-prima, Edifício Master e Jogo de Cena.

 fonte:
 http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,cineasta-eduardo-coutinho-e-assassinado-a-facadas-no-rio,1125918,0.htmhttp://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,cineasta-eduardo-coutinho-e-assassinado-a-facadas-no-rio,1125918,0.htm
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Incentivo para o interior



Carlos Segundo está com dois filmes na Mostra de Tiradentes, levantando a discussão sobre a descentralização

Tiradentes. É estranho fazer uma entrevista por telefone quando se tem a oportunidade de se conversar tomando um café, algo cada vez mais raro no jornalismo. Mas quando o assunto foi levantado para Carlos Segundo do outro lado da linha – o diretor estava na ponte aérea –, a conversa fluiu na mesma medida que sua urgência. “Me interessa muito falar sobre a descentralização da produção. Ainda há no programa Filme em Minas uma participação pequena de realizadores contemplados que vivem e trabalham no interior”, explica ele, que no catálogo da Mostra de Cinema de Tiradentes está dividido entre as siglas MG e SP, com o longa exibido na sexta-feira, “Turn OFF”, e o curta “Poeira de Prata no Escuro do Quarto”, em cartaz hoje, às 16h15, na Mostra Panorama, no Cine-Tenda.


Ironicamente, Carlos Segundo está vivendo em São Paulo (onde nasceu). Ele cursa o doutorado em cinema pela Unicamp. “Paralelamente à minha produção, senti a necessidade de mergulhar em atividades acadêmicas. Foi um processo bastante planejado, mas a minha produtora, a Cass Filmes, continua em Uberlândia e não pretendo desativá-la. Talvez criar um braço aqui. Tenho um vínculo forte com Minas: meu primeiro longa de ficção, ‘O Herói Hesitante’, será feito em parte na cidade para fomentar a produção local e como forma de agradecimento a meus grandes amigos”, explica.

Com uma história relativamente recente no cinema, o diretor era, até 2007, professor de matemática. O desejo de trabalhar com arte surgiu após uma temporada na Inglaterra em 2004. Em Uberlândia, ele conheceu a professora de cinema Iara Magalhães e, após um curso na área, rodou o primeiro projeto audiovisual, “26 de Dezembro”. “Descobri minha paixão e decidi que faria ao menos um curta por ano pela minha produtora que, inicialmente, se chamava Etc. Fui contemplado no Doctv, e apenas em 2011 dei uma pausa nos pequenos filmes para realizar meu primeiro documentário, ‘No Fundo Nem Tudo É Memória’”, afirma Segundo, que ministrava cursos e oficinas na cidade do Triângulo Mineiro que, de acordo com ele, tem um desejo e uma vocação para realizar filmes.

“É preciso que haja um olhar mais sensível para o interior. Quando dava essas oficinas, comecei a mostrar resultados do êxito que os filmes podem ter com a participação e premiação em festivais e oficinas. O cinema pode ser produzido em qualquer cidade, especialmente graças ao digital. E essas cidades pequenas são o espelho de possibilidades muito interessantes, de histórias bem particulares”, acredita.

E o cenário vem melhorando com a presença cada vez maior de realizadores em eventos do gênero, e a Mostra de Tiradentes tem um papel muito importante nesse caráter de abertura e criação de módulos que ultrapassem a produção dos grandes centros. “Não é comum o mapeamento dessa produção no interior, mas acredito que podemos contribuir para o audiovisual. Não estamos falando de um cenário vazio, sempre houve uma boa produção em quantidade e qualidade. Uberlândia sempre produziu muitas riquezas para o Estado, e o cinema pode ser uma delas. Como em todos os anos, li com atenção o edital do governo mineiro para o incentivo ao audiovisual. A versão de 2014 se mostra mais sensível e cuidadosa. São modificações que vêm com o tempo”, pondera.
A jornalista viajou a convite da Mostra

fonte:
http://www.otempo.com.br/diversão/magazine/incentivo-para-o-interior-1.781354

Diretor de cinema destaca a importância da sétima arte na Amazônia, em entrevista

De passagem por Manaus, diretor Ruy Guerra, 82, do clássico “Os cafajestes”, fala de cinema na Amazônia e no Brasil, e de alguns dos filmes que dirigiu

O desenvolvimento do setor audiovisual numa cidade passa necessariamente pelo investimento na formação e pelo estímulo à produção cinematográfica local. A opinião é de ninguém menos que Ruy Guerra, 82, um dos nomes-chave do Cinema Novo, que deu novo fôlego à produção cinematográfica brasileira a partir dos anos 1950. “Além de um curso de cinema ou audiovisual, é preciso que haja também fomento à atividade por parte do Governo”, defende o cineasta.



Ruy Guerra é um dos nomes-chaves do Cinema Novo (Lucas Silva)

Guerra, que encerrou ontem uma oficina para alunos do curso de Tecnologia em Produção Audiovisual da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), concedeu entrevista exclusiva à reportagem, na qual fala da produção e do mercado de cinema na Amazônia e no Brasil, e de alguns filmes que dirigiu, entre eles o emblemático “Os cafajestes”, de 1962. Confira!

A seu ver, o que é essencial para o desenvolvimento do segmento audiovisual onde ele ainda é incipiente?

Além de um curso de cinema ou audiovisual, é preciso que haja também fomento à atividade por parte do Governo. Os realizadores precisam ainda de uma base para captar recursos, inclusive de empresas, para desenvolver seus curtas, médias ou longas-metragens. Do contrário, o mercado fica restrito à publicidade e, eventualmente, os profissionais formados num lugar terão de ir a outras cidades em busca de mercados que possam absorvê-los.

O apoio da iniciativa privada é fundamental, ou dá para passar sem ele?

Esse apoio precisa ser instrumentalizado por meio de leis de incentivo fiscal. Não dá para correr de porta em porta.

Como avalia o cinema feito no Brasil hoje?

Há um cinema comercial que é praticamente uma “sequela” da TV, mas que tem que existir e deve existir. E há um outro cinema, que tem preocupação por questões importantes, mas de filmes que sempre têm muita dificuldade de distribuição e exibição. E não há vontade política de mudar isso – as leis são feitas aos trancos, e as estruturas da Ancine (Agência Nacional de Cinema) são muito burocratizadas e com quadros de competência questionável. Isso tudo atravanca o processo de produção no País.

A seu ver, que lugar o cinema feito no País ocupa no mercado internacional?

É sempre difícil avaliar o mercado. Não temos mecanismos de divulgação no exterior, e mesmo nos festivais a representatividade do Brasil é reduzida. Poucos filmes têm impacto para atravessar as fronteiras. Além disso, lá fora se tem uma imagem do que é o Brasil, e os filmes que não se encaixam nela não interessam. Hoje, por exemplo, é a questão da violência urbana; ontem, eram o Carnaval, as belezas naturais.

A Amazônia também costuma atrair o interesse no cenário mundial. O que acha disso, considerando que o segmento ainda é restrito na região?

Sim, a Amazônia é uma marca forte em muitos aspectos – na saúde do planeta, na questão dos índios e por aí vai. Todos se interessam pela região, portanto há um grande potencial de distribuição do que é feito aqui. Mas esse potencial é pouco explorado por não se ter ainda um núcleo de cinema amazônico, e porque é caro para cineastas de outros lugares filmar aqui, por conta da infraestrutura ou das distâncias. Se o Estado apoiasse, seria mais fácil, mas não há apoio. Assim, a Amazônia é pouco vista no cinema, apesar do interesse que suscita.

“Os cafajestes” (1962) é o filme pelo qual você é mais lembrado. O que lembra da produção, e como vê o status que o longa ocupa até hoje na cinematografia brasileira?

Era uma época de transição, em que só se fazia chanchada no Rio de Janeiro e a Veracruz acabara de ser extinta. O filme rompeu o marasmo do momento. É iconoclasta, com propostas novas no cinema, sem falar da temática e da nudez de Norma Bengell. Foi o primeiro grande sucesso do Cinema Novo. Após tantos anos, revi o filme e acho que ele se mantém de pé e segue bastante atual.

Como entrou no projeto?

Foi um projeto que criei ao lado do Miguel Torres, ator e roteirista baiano, e com Jece Valadão, que atuou um pouco no lado da produção. A Norma nem recebia cachê. Formamos uma cooperativa, e fizemos com um dinheiro mínimo para pagar o celuloide.

“Os fuzis” (1964) lhe rendeu um Urso de Prata de Direção em Berlim. O que recorda dessa produção?

Era um projeto que tinha há algum tempo e que adaptei para o Nordeste. Tentei filmar na Grécia, mas a censura não deixou. O projeto era sobre uma aldeia atacada pelos lobos a cada inverno. Os aldeões pediam às autoridades armas para se proteger, mas o pedido era negado por medo de rebeliões. Transformei os lobos da ideia original nos famintos da seca.

Que rumos o cinema nacional seguirá daqui para a frente, na sua visão?

Não tenho ideia. Tudo dependerá da vontade política dos dirigentes, dos próprios cineastas. Hoje se produz tanto quanto há 50 anos, mas seguindo um modelo norte-americano, de espetáculo, de grandes orçamentos. Não sei em que medida os canais fechados darão espaço às novas produções, tanto mais com as séries americanas ocupando toda a programação. E há a chegada do digital, que muda muita coisa. São tantos fatores a considerar que qualquer opinião seria um mero palpite.

Que conselho daria a quem quer seguir carreira no cinema ou no audiovisual?

Não gosto de dar conselhos, pois experiência não se transmite falando. Mas diria uma frase de Jorge Luis Borges (escritor argentino), que dizia, “Seja fiel ao seu imaginário”. Para um cineasta, penso, o mais importante é ter talento e coragem de ser fiel ao seu imaginário.

fonte:
http://acritica.uol.com.br/vida/manaus-amazonas-amazonia-Diretor-cinema-destaca-importancia-Ruy_Guerra-filmes-entrevista_0_1075692450.html

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Cinema e mercado audiovisual em foco no Ciclo de Oficinas da Esat, em Manaus

Programação inicia com debates sobre criação e imaginário cinematográfico. A palestra de abertura contou com a presença do cineasta Ruy Guerra. 

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Manaus - O ciclo de oficinas do curso de Tecnologia em Produção audiovisual iniciou, nesta segunda-feira (27), com palestra do cineasta Ruy Guerra sobre a arte de fazer cinema e criação audiovisual. O profissional atualmente faz parte da Escola de Cinema Darcy Ribeiro (ECDR), no Rio de Janeiro, e palestrou ainda sobre as perspectivas do mercado audiovisual para acadêmicos do 3º período do curso.

A oficina contou com a presença de alunos, professores, do reitor da UEA, Cleinaldo Costa, da pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), Maria Paula Mourão, da pró-reitora de Interiorização (Prai), Samara Menezes, da diretora da Escola Superior de Artes e Turismo (Esat), Cristiane Barroncas e do coordenador do curso de Tecnologia em Produção Audiovisual, Abrahim Baze Jr.

A iniciativa pioneira do curso foi destacada pelo coordenador e por acadêmicos como de grande importância para a formação na área de produção cinematográfica. Segundo Abrahim Baze Jr, a ideia é promover outros ciclos de oficinas com alunos da UEA, por meio de parcerias com instituições como a Academia Internacional de Cinema. “O ideal é que, ao final do curso, os alunos saiam com 18 certificados de formação técnico-profissionalizante. Isso vai dar um diferencial para eles no mercado de trabalho e oferecer a dupla certificação”, afirmou.

Além disso, a proposta de trazer as oficinas com renomados profissionais de fora do estado também foi vista como positiva e desafiadora. “Todo curso tem no seu ementário as atividades complementares e, no nosso caso, optamos pela formação continuada. A proposta principal é que possamos criar primeiro um panorama com os alunos para que eles possam ter uma visão do mercado e da profissão e, a partir daí, colocá-los na prática”, completou. O mercado do cinema também chamou a atenção dos acadêmicos na palestra de Ruy Guerra.

“O cineasta Ruy e outros cineastas da Escola Darcy Ribeiro têm uma expertise em relação ao mercado, boa parte deles não tem formação de graduação. Eles têm notório saber que é, no caso de Ruy Guerra, a produção de 50 anos no mercado audiovisual. Como não podemos tê-los como professores, nós os convidamos para ciclos de palestras para que os alunos possam ter acesso aos professores nacionais”, completou Abrahim.

Na visão do aluno do curso de Produção Audiovisual, Alessandro Natan, a oficina é válida no sentido de agregar conhecimento. “É sempre bom conhecer pessoas que fizeram tal diferença dentro do universo audiovisual. Podemos conhecer melhor como vai ser o nosso futuro e procurar fazer o que virá pela frente. Temos que sair um pouco daquele meio de só ter aulas e fazer algo diferente como ouvir palestras de pessoas de fora, como o Ruy”, disse.

O acadêmico Max Michel também aprovou a ideia das oficinas, ressaltando que iniciativas como essa são importantes para colocar o aprendizado em prática. “São ótimas oficinas e tratam bem sobre o que cada um precisa de formação técnica. Tem muita gente aqui que faz filmes, que dirige, mas precisamos dessa informação. As oficinas vêm justamente para preencher esse vácuo que está faltando que é a parte técnica”, alegou.

Palestra

Técnica foi um dos pontos de destaque da palestra do cineasta Ruy Guerra, com vasta experiência no cinema. Ele ministra a oficina de Direção, no evento que acontece no período de 27 a 29 de janeiro na Esat. “Essa técnica não serve nada sem essa capacidade criadora. Você pode cair na coisa certa através da técnica ou você pode cair no abismo do erro através da loucura”, disse durante a palestra para os alunos no auditório da unidade acadêmica.

O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, enalteceu a presença do cineasta pelos trabalhos realizados ao longo da carreira e da diretora da Escola de Cinema, Irene Ferraz. “Quando alguém escolhe essa profissão, tem que casar com ela. Estou feliz de tê-los aqui, no início dessa jornada de melhoria do curso”, destacou. O reitor também lembrou as parcerias que estão sendo feitas para melhorar a qualidade do ensino aos acadêmicos da Escola Superior de Artes e Turismo.

“É um curso que para a UEA é de prioridade número um. A Universidade do Estado do Amazonas vem mais que cobrir essa lacuna, mas ainda abrir oportunidades, cenários e espaços de trabalho para toda essa geração que tem esse anseio. Por essa razão, apoiamos tanto esse curso, até porque a arte é a alma dessa Universidade”, concluiu.

Durante os dias de ciclo de oficinas, também serão oferecidas as oficinas de Fotografia, de Produção, de Captação de Som Direto, de Cenografia e de Roteiro, ministradas por Cesar Elias, Marcela Amaral, Gabriela Damasceno, Marcos Flaksman e Jorge Durán, respectivamente. A Escola de Cinema Darcy Ribeiro entregará certificados com carga horária de 20h para os alunos.
 
fonte:
http://www.d24am.com/plus/cinema/cinema-e-mercado-audiovisual-em-foco-no-ciclo-de-oficinas-da-esat-em-manaus/105140

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

'Diálogos de Cinema' promove cursos sobre produções independentes

Curadores querem fomentar a discussão técnica e ao mesmo tempo ajudar a divulgar curtas ''anônimos''

Pouco dinheiro e a falta de editais não são obstáculos para produzir cinema de qualidade. Apesar das dificuldades, a produção audiovisual brasileira vem crescendo e algumas dessas obras estarão presente no Diálogos de Cinema. Um ciclo de cursos, exibição de curtas e debates dedicado à formação audiovisual e à discussão sobre o cinema brasileiro independente produzido nos anos 2000.

O ciclo é uma produção da Pique-Bandeira Filmes e tem curadoria de Vitor Graize e Maria Inês. “Percebemos uma carência na formação audiovisual no Espírito Santo. Apesar dos recentes cursos superiores na área do audiovisual, ainda há uma falta de conhecimento em questões mais especificas, que é o que queremos abordar nos cursos”, diz Maria Inês.

Toda a programação é gratuita, mas a participação no curso depende de inscrição prévia, já que as vagas são limitadas – apenas 30. As inscrições podem ser feitas no site www.dialogosdecinema.com.br a partir desta segunda-feira (27).

“Queremos promover uma discussão técnica e ao mesmo tempo ajudar na divulgação desses curtas, que muitas vezes ficam com uma circulação restrita”, explica a curadora. Os curtas que serão exibidos foram escolhidos pensando nos convidados que vão ministrar os cursos, muitos deles participaram da produção dos filmes. As sessões comentadas de curtas acontecerão sempre aos sábados, às 19h no Cine Metrópolis.



Para a primeira semana do evento, que começa dia 8 de fevereiro, já foram escolhidas as obras a serem exibidas. O documentário Meninos, da capixaba Ursula Dart vai abrir a programação seguida da estudante de Audiovisual Mariana Preti que vai apresentar o curta Romance a La Nelson e também haverá um produção paraibana, o curta A Felicidade dos Peixes, de Arthus Lins.

Além das sessões de projeção, a programação é composta por um curso dividido em seis módulos. Os cursos acontecem também aos sábados, às 14h, com quatro horas de duração e serão ministrados por profissionais de reconhecido talento em suas áreas de atuação.

Os módulos foram divididos em Produção Executiva, que inicia o evento do dia 8 de fevereiro. O curso é ministrado por Ursula Dart e vai tratar de projetos audiovisuais do ponto de vista da administração do orçamento global envolvendo todas as etapas da pré a pós produção.

Assistência de direção é tema do segundo módulo e será apresentado pela pesquisadora e produtora audiovisual Aline X. Neste curso propõe-se uma dinâmica de troca de experiências para se discutir as particularidades dos métodos de trabalho adotados pelo assistente de direção em cada filme.

O som e a direção de arte também serão abordados durante os módulos. O músico Pedro Aspahan vai discorrer sobre a captação de som direto e os processos de edição e finalização. E o diretor de arte Juliano Dornelles vai explicar a desde a relação entre o roteiro e a arte até a estrutura de projetos cenográficos e pesquisa de materiais.

Os dois módulos que estão entre os mais importantes são Produção de Finalização e Finalização / Masterização. Ambos vão proporcionar aos ouvintes a possibilidade de conhecer melhor os processos envolvidos no gerenciamento da finalização de um produto audiovisual e também vão oferecer uma introdução às ferramentas e técnicas de finalização de produtos audiovisuais para diversos meios e mídias, entre elas DCP, Blu-Ray/DVD, Digital para internet. Os módulos serão apresentados pela produtora de finalização Vanessa Marques e o diretor Francês Antoine d`Artemare, respectivamente.

Maria Inês explica que os filmes, na sua maioria, exibidos e discutidos são curtas produzidos no Espírito Santo que estão em sintonia com a produção contemporânea nacional. “Essa produção contemporânea tem vários pontos em comum, por exemplo, o modo de produção com poucos recursos. Os módulos serão importantes porque vão ajudar a solucionar muitos problemas e a criar alternativas”, diz.

A curadora também fala que quando se tem pouco dinheiro todas as etapas de produção devem ser repensadas e adequadas a esse esquema. Durante o curso, a troca de informações entre produtores de diversos estados vai contribuir para se criar novas formas de produção nesse esquema.

PROGRAMAÇÃO
Toda a programação acontecerá no Cine Metrópolis - UFES (Campus de Goiabeiras).

08/02
14h-18h: Curso
Módulo 1 - Produção Executiva, com Ursula Dart.
19h: Sessão Comentada seguida de debate.

15/02
14h-18h: Curso
Módulo 2 - Assistência de Direção, com Aline X.
19h: Sessão Comentada seguida de debate.

22/02
14h-18h: Curso
Módulo 3 - Som (Captação e Edição), com Pedro Aspahan.
19h: Sessão Comentada seguida de debate.

15/03
14h-18h: Curso
Módulo 4 - Direção de Arte, com Juliano Dornelles.
19h: Sessão Comentada seguida de debate.

22/03
14h-18h: Curso
Módulo 5 - Produção de Finalização, com Vanessa Marques.
19h: Sessão Comentada seguida de debate.

29/03
14h-18h: Curso
Módulo 6 - Finalização / Masterização, com Antoine d`Artemare.
19h: Sessão Comentada seguida de debate.

fonte:
http://seculodiario.com.br/15133/17/idialogos-de-cinemai-promove-cursos-sobre-producoes-independentes

domingo, 26 de janeiro de 2014

Preparem seus cofrinhos.. teremos Comic-Con em Sampa

Exatamente, entre os dias 4 a 7 de dezembro de 2014, teremos a Comic-Con Experience, o primeiro evento nos moldes das famigeradas comic-cons que são realizadas em diversas partes do mundo, que reúnem fãs e profissionais de quadrinhos, cinema, TV, games, anime, RPG, memorabília e colecionáveis para conhecerem as últimas novidades dessas áreas em um grande celebração do universo geek e da cultura pop.

Entre as atrações estarão artistas, atores e criadores nacionais e estrangeiros, exibição de materiais inéditos, lançamentos, exposições, concurso de cosplay – pessoas que se vestem e atuam como seus personagens favoritos – entre outras atrações e atividades a serem anunciadas.

"Estamos trazendo a experiência da Comic-Con ao país para atender à demanda crescente do publico brasileiro por um evento de nível internacional que reúna as principais áreas da cultura pop", afirma Pierre Mantovani, diretor geral do Omelete. "É o resultado de vários anos de planejamento, fundamentais para realizarmos uma comic-con à altura da expectativa dos fãs, dos expositores e de mais de 30 patrocinadores que já garantiram presença no evento", complementa Ivan Freitas da Costa, sócio-fundador da Chiaroscuro Studios e um dos organizadores do FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, um dos maiores do gênero no mundo.

O evento ocupará 17 mil metros quadrados do Expo Imigrantes, localizado a 900 metros do da estação Jabaquara do Metrô, em São Paulo. Informações sobre a programação, valores dos ingressos e data de início das vendas serão divulgadas ao longo dos próximos meses. Para saber mais novidades, siga os perfis da Comic Con Experience no Twitter e no Facebook.
Henrique Rizatto | janeiro 26, 2014 às 5:13 pm | URL: http://wp.me/p3OHBB-4ui

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Revista de Cinema Notícias Colunas TV Revista de Cinema Espaço do Realizador Quem Somos CINEMA DO BRASIL GANHA NOVO REFORÇO NA CONSULTORIA INTERNACIONAL

O Programa Cinema do Brasil, responsável por ampliar a participação do audiovisual brasileiro no mercado internacional, ganha novo reforço em sua equipe a partir deste mês. Marika Kozlovska assume o cargo de nova consultora internacional, com o objetivo de aprimorar o trabalho de internacionalização das empresas e dos filmes nacionais.

Com 10 anos de experiência na indústria do entretenimento e residência na Alemanha, a profissional tem sido uma ativa organizadora de eventos em festivais internacionais, responsável por representar produtores de diversos países, como México, Holanda e Rússia. Ao longo da carreira, Marika trabalhou com uma ampla rede de produtores e prestou consultoria estratégica em financiamento internacional para cinema. Na bagagem, traz ainda atuações em diversos festivais e mercados de coprodução como o Festival de Roma, Berlim, Cannes, Locarno, Moscow Business Square, Nordic Co-Production and Film Financing Forum, Baltic Sea Documentary Forum, entre outros.

Já a partir do Festival de Berlim, em fevereiro, Marika Kozlovksa prestará consultoria internacional ao programa e todos os associados poderão agendar reuniões individuais para desenvolver posicionamentos no mercado internacional. A profissional virá ao Brasil, algumas vezes por ano e antes de eventos estratégicos como Berlim e Cannes, para auxiliar as empresas associadas ao Programa a encontrar oportunidades.

Para apresentar a Marika Kozlovksa ao mercado nacional, o Cinema do Brasil promoverá uma palestra nesta quarta, dia 22 de janeiro, no SIAESP – Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo. No encontro, para associados e também aberto ao público, ela apresentará um panorama geral de oportunidades existentes para os brasileiros no âmbito internacional, especialmente na Europa, tanto em treinamentos, suportes e residências para diretores, como em mercados de coprodução e fundos de financiamento.

fonte:
http://revistadecinema.uol.com.br/index.php/2014/01/cinema-do-brasil-ganha-novo-reforco-na-consultoria-internacional/