sábado, 11 de outubro de 2014

Projeto Imagens Vivas abre inscrições para Vivências de Cocriação Audiovisual na Comunidade

Os interessados em participar das Vivências de Cocriação Audiovisual na Comunidade do projeto Imagens Vivas podem se inscrever pelo e-mail imagensvivasbra@gmail.com. As vivências consistem em encontros de criação e produção audiovisual na comunidade de Bragança Paulista para jovens e adultos, a partir de 16 anos, sob a orientação do Coletivo Garapa e Galeria Experiência.



O projeto Imagens Vivas visa estimular o protagonismo audiovisual comunitário e juvenil, buscando conectar, sensibilizar e mobilizar a comunidade de forma a despertar o olhar para a própria criação , território e cultura e valorizando a identidade, memória e a cidade. Todo o processo de realização do projeto é arquitetado de forma colaborativa, buscando revelar e promover a cidade como referência em realização de cinema comunitário, promover a geração de novas formas de realização participativa e a democratização dos meios de realização.

A participação nas Vivências é gratuita e não é preciso preencher nenhum pré-requisito. No entanto, as vagas são limitadas e as atividades estão sujeitas à lotação e alteração sem aviso prévio. Os encontros acontecem no Mini Mis - Casinha do Lago, nos meses de outubro e novembro, de segunda à sexta, das 18h às 22h e sábado e domingo, das 10h às 18h. A data de início das atividades ainda será definida.

O Coletivo Garapa se define como um espaço de criação coletiva que tem como objetivo pensar e produzir narrativas visuais, integrando múltiplos formatos e linguagens, pensando a imagem e a linguagem documental como campos híbridos de atuação. A Galeria Experiência é uma produtora de filme e fotografia que realiza web-documentários, filmes publicitários, programas de TV e videoclipes.



Em paralelo às Vivências de Cocriação Audiovisual na Comunidade o projeto realiza, desde o dia 22 de setembro, no EEMABA, as Vivências de Cocriação Audiovisual na Escola, com alunos do ensino médio de escolas públicas estaduais da cidade. O resultado dos trabalhos, tanto das Vivências de Cocriação Audiovisual na Comunidade quanto das Vivências de Cocriação Audiovisual na Escola será exposto na I Mostra de Audiovisual Comunitário de Bragança Paulista, que será realizada nos dias 12, 13 e 14 de Dezembro de 2014, no Mini Mis - Casinha do Lago e compreenderá cinco curtas metragens com duração aproximada de 5 minutos cada e uma exposição da produção e seu processo.

As outras atividades do projeto vêm sendo realizadas desde agosto, como as sessões gratuitas de cineclube com três programas regulares de exibição em cartaz: Cine Diálogo, aberto ao público em geral, Cine Professor, dedicado a educadores, mas também aberto ao público, e Cine nas Escolas, com sessões realizadas em escolas da rede pública. Em setembro, o projeto passou a oferecer, também, os Encontros de Formação de Educadores, um espaço para a reflexão sobre a relação da linguagem audiovisual com a educação e sua aplicação prática.

O projeto Imagens Vivas é patrocinado pela TE Connectivity, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e é gerido pela Com Tato Agência Sociocriativa em parceria com o Edith Cultura e com a Prefeitura Municipal de Bragança Paulista, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo e da Secretaria de Educação.

Para saber mais sobre o projeto, acesse: www.facebook.com/ConexoesBragantinas

SERVIÇO:

Vivências de Cocriação Audiovisual nas Escolas
Local: EEMABA - Escola Estadual Ministro Alcindo Bueno de Assis
Horários: segunda a sexta, das 14h às 18h
Carga Horária: 52 horas (13 encontros)
Faixa etária: entre 15 e 18 anos

Vivências de Cocriação Audiovisual na Comunidade
Local: Mini Mis - Casinha do Lago
Horários: segunda a sexta, das 18h às 22h e sábado e domingo, das 10h às 18h
Carga Horária: 44 horas (9 encontros)
a partir de 16 anos

Vagas limitadas - Participação gratuita.
Para se inscrever não é necessário ter pré-requisito
Todas as atividades estão sujeitas a lotação e alteração sem aviso prévio
Inscrições abertas a partir de 1/10 pelo e-mail imagensvivasbragantinas@gmail.com


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://www.atibaia.com.br/noticias/noticia.asp?numero=33011

“Sem legislação, o cinema moçambicano continuará inexpressivo”

Se por um lado, no que diz respeito à sétima arte, o público aponta para a falta de casas de cinema, a fraca produção e divulgação de obras cinematográficas como factores principais para que não haja o hábito de se assistir a filmes nacionais, por outro, os cineastas defendem que constituem a classe mais sofredora, pois, diariamente, têm enfrentado dificuldades relacionadas com a ausência de legislação relativa ao cinema em Moçambique, e com a falta de patrocínio e de liberdade de rodar as suas obras em qualquer artéria da cidade sem impedimentos.

Numa cavaqueira concedida pelo realizador moçambicano Diovargildo Chaúque, ao Jornal @Verdade, o cineasta fala dos obstáculos e das vitórias alcançadas para a afirmação do seu nome e do seu trabalho no seio artístico e na sociedade moçambicana. Com quatro anos de experiência e dois filmes no mercado – “Traços da Violência” e “O Provedor”, este último recentemente lançado em Maputo ?, o cineasta coloca-se como um mediador social. Aliás, o seu desafio é, através do cinema, consciencializar a sociedade, no geral, e a juventude, em particular. Acompanhe a conversa.

@Verdade: Ficou rapidamente conhecido pela sua ousadia e pelo inconformismo que carrega ao ponto de trazer para o cinema duas realidades moçambicanas com as obras “Traços da Violência” e “O Provedor”. Fale-nos da sua paixão pelo cinema...

Diovargildo Chaúque: A minha paixão pelo cinema surge na infância, quando na altura gostava de fotografias e de imagens em vídeos. Entretanto, volvido algum tempo, já crescido, decido dedicar-me a esta arte. Na verdade, a minha entrada no mundo cinematográfico não foi nada fácil, porque seguir a sétima arte em Moçambique é muito complicado. Mas, como já vinha apreciando esse ofício, tive de enfrentar o desafio. Queria mostrar que, mesmo no meio de tantas dificuldades, é possível fazer cinema em Moçambique.

Uma das razões que fizeram com que escolhesse as imagens para trabalhar, é o facto de querer apresentar uma produção virada para a consciencialização da sociedade. A escolha da sétima arte para me identificar aconteceu devido à facilidade que este instrumento tem de levar a informação à sociedade. Aliás, no cinema encontrei o instrumento essencial para a educação, pois as pessoas acreditam nos desenhos do realizador, de tal forma que, ao acompanharem uma determinada história, ficam conotadas. Embora não tenha tido uma formação técnica nessa área, nunca me senti incapaz de seguir os meus sonhos.

Ao longo da minha experiência, fiz várias capacitações de curta duração dirigidas pela Associação Moçambicana dos Cineastas (AMOCINE) e pelo Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema (INAC), na perspectiva de ter uma visão ampla em relação à realização cinematográfica, sem, no entanto, excluir as investigações e leituras sobre o cinema mundial.

@Verdade: Como é que tem avaliado o seu trabalho, no que concerne à aceitação do público, uma vez que versa sobre assuntos menos discutidas na sociedade?

Diovargildo Chaúque: Os meus filmes são de natureza didáctica. E, mesmo ainda com sobressaltos, acredito que as pessoas recebem as mensagens e reflectem em torno dos respectivos problemas, que lhes apresento através do cinema.

@Verdade: Alertou-nos sobre os possíveis constrangimentos que dificultam a afirmação de muitos jovens no cinema. Que obstáculos existem nesta área?

Diovargildo Chaúque: Quando um jovem da minha faixa etária decide entrar no cinema é logo desacreditado, devido à complexidade da área. E pior ainda numa sociedade em que o artista é marginalizado. Diferentemente das obras literárias que podem ser impressas a 100 mil meticais ou menos, um filme precisa de muito mais. E, para além do exorbitante custo para a produção, também temos a questão da confiança, que muitas vezes confundimos com a exclusão. Mas, a verdade é que ninguém nos dá fundos antes de saber o que valemos. O outro problema relaciona-se com o acesso à via pública para rodar o trabalho. Reservar e ter um espaço para o feito é muito difícil, senão impossível.

@Verdade: Diversos amantes da sétima arte têm reclamado a falta de salas de cinema no país, a fraca produção e a divulgação dos trabalhos cinematográficos feitos em Moçambique, razão pela qual, poucos tem acesso a estes produtos. Como realizador, que estratégias usa para atingir o seu público-alvo?

Diovargildo Chaúque: É injusto para nós como realizadores, como também para qualquer um, obrigar os moçambicanos a consumirem os filmes nacionais. Aliás, para que isso aconteça é necessário que as nossas televisões, com obrigação para as públicas, exibam esses trabalhos, no sentido de publicitarem as obras. Outro aspecto tem a ver com a falta de editoras no país, que possam reproduzi-los legalmente. É, de facto, lamentável que todo o Moçambique dependa de uma única organização que se chama “Olá África”. E, por isso, ainda não estamos em altura de escolher a qualidade dos nossos trabalhos. Conformámo-nos com os serviços que eles nos prestam sem possibilidades de escolha. Neste caso, devido a esses problemas, ainda é difícil que os moçambicanos consumam produtos feitos pelos filhos da casa.

@Verdade: Como é que foi a sua afirmação nas artes face a estas dificuldades?

Diovargildo Chaúque: Eu sou da opinião de que quando nós traçamos os nossos planos, fazemos de tudo para concretizá-los. Escolhi as artes porque confiava e ainda confio nelas, concretamente no cinema, talvez por ser um dos instrumentos que pode transformar uma sociedade.

@Verdade: Em algum momento, os cineastas têm denunciado uma certa apatia de quem de direito, quando pretendem ocupar uma rua para rodarem os seus filmes. Conta-nos como é que foi a experiência nos seus dois trabalhos.

Diovargildo Chaúque: Sem legislação, Moçambique continuará inexpressivo no cinema. Digo isso porque, para além das condições miseráveis que nós, os cineastas, somos obrigados a aceitar, falta-nos uma lei que nos proteja. Um outro problema, se calhar menos discutido, tem a ver com a proibição do uso de objectos pirotécnicos.

Mas como é que a cinematografia moçambicana se vai desenvolver se existem essas barreiras que, de uma ou de outra forma, limitam a criatividade? Para mim, isso é mau e constrangedor, tal como acontece quando se pede para se bloquear a rua para se dar espaço a uma filmagem.

É-nos sempre exigido dinheiro que chega aos mil meticais por hora. Mas, o mais ridículo é que quando há casamentos nos quarteirões dos bairros suburbanos fecham as ruas sem nenhum problema. Por essa razão, às vezes, os cineastas são obrigados a contrariarem as leis para realizarem as suas actividades sem a permissão do pessoal do município.

@Verdade: Que género cinematográfico está patente nos seus filmes?

Diovargildo Chaúque: É engraçado, mas não sei que género adopto nas minhas obras. Por acaso, mesmo os estudantes de cinema do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), já tentaram avaliar os filmes. Não se sabe se é ficção, documentário ou mesmo um novo estilo desconhecido. Mas o primeiro trabalho é uma ficção, e versa sobre a violência doméstica e os problemas derivados da mesma na educação das crianças.

Como é sabido, a componente da violência familiar contribui para que o ensino dos petizes não seja o desejado. Isto é, se a criança vive num ambiente de conflitos familiares, gerados pelos seus progenitores, irmãos, tios, automaticamente, esse clima influenciará negativamente o seu comportamento. Então é preciso que construamos um meio familiar calmo. O filme é uma longa-metragem e chama-se “Traços da Violência”.

Fi-lo com o propósito de mostrar até que ponto as cicatrizes do passado podem afectar a vida de alguém no futuro. No entanto, o outro filme, recentemente lançado, é uma curta-metragem e chama-se “O Provedor”. Este trabalho apresenta dois géneros cinematográficos – a ficção e o documentário. A obra retrata questões relacionadas com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas por parte da juventude. Com o trabalho mostramos que algumas das doenças que “minam” a classe juvenil provêm da ingestão exagerada de estupefacientes.

E o cómico no “O Provedor” é que surge como uma predestinação na vida dos actores que fizeram parte do filme. O lamentável é que, após a rodagem do filme, um dos artistas que exerciam a função de provedor veio a perder a vida. Segundo contaram, os médicos diagnosticaram excesso de álcool no organismo. E isso demostra que essa substância é um veneno subtil que corrói fibra por fibra.

@Verdade: Actualmente, que planos tem por concretizar?

Diovargildo Chaúque: Estou neste momento a trabalhar num novo filme de longa-metragem intitulado “Estudante”. Com essa obra descrevo os problemas que os estudantes passam nas academias: Os confrontos com os docentes e as injustiças a que essa classe estudantil é sujeita. Numa outra abordagem, procuro mostrar o quotidiano dos estudantes nas residências universitárias.




fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti

















http://www.verdade.co.mz/cultura/49548-sem-legislacao-o-cinema-mocambicano-continuara-inexpressivo

Buenos Aires quer se transformar em grande set de filmagem


Governo de Buenos Aires espera transformar a maior província da Argentina em um grande set de filmagem, com ferramenta que facilita o trabalho de produtoras




Buenos Aires: metade das produções argentinas tem ao menos uma locação na província

Buenos Aires - Com um banco de imagens de mais de quatro mil locações e o contato de 4.500 provedores, o governo de Buenos Aires apresentou nesta semana o novo Buscador Audiovisual, com o qual espera transformar a maior província da Argentina em um grande set de filmagem.



A inovadora ferramenta facilitará o trabalho das produtoras que pretendam filmar na província de Buenos Aires por meio de um extenso catálogos de cenários e informação técnica.

"Desenvolvemos um buscador de locações que permita facilitar a busca por locais para filmar, além de dispor da informação necessária sobre serviços técnicos, gastronômicos e turísticos com os quais conta essa cidade ou distrito", disse à Agência Efe o diretor provincial de Indústrias Culturais e Inovação Criativa, Hernán Gullo.

O Buscador Audiovisual pretende facilitar o trabalho dos produtores que realizem filmagens nesta extensa província e impulsionar o desenvolvimento desta indústria cultural.




Metade das produções argentinas tem pelo menos uma locação na província portenha e apenas em 2013 foram realizadas nela mais de 600 filmagens, segundo a Comissão de Filmagens do Instituto Cultural (Bafilm).

Entre elas está a coprodução hispano-argentina "Relatos Selvagens", do diretor Damiá Szifrón, que foi rodada no ano passado entre as províncias de Buenos Aires, Salta e Jujuy e este ano representará a Argentina no Oscar após bater recordes de bilheteria no país.

O Buscador Audiovisual tem o propósito de ordenar a informação existente e simplificar as complexas tarefas das áreas de produção, ao pôr à disposição dos produtores dados com os recursos de cada município, assim como o contato de técnicos e provedores registrados nele.

Trata-se de um projeto desenvolvido pela Bafilm, que se encarrega de assessorar e tramitar permissões de filmagem para TV, cinema e publicidade.

"Nossa expectativa dentro do governo é a de ir melhorando ano a ano, por isso pretendemos dar um forte impulso a um setor da indústria cultural como o audiovisual, já que produz uma sinergia e um movimento econômico muito importante em nível de produção de emprego e de riqueza", destacou Gullo.

Ao mesmo tempo, "mantemos uma política de assistência a uma rede de festivais de curtas que criamos, aos quais assessoramos por meio de um cinema móvel que temos em comodato com o Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais (INCAA)", sustentou Hernán Gullo.

O funcionário acrescentou que o cinema móvel percorre povoados da província levando produções nacionais a localidades onde não há cinemas, divulgando assim o material audiovisual produzido no país.

A Bafilm é o escritório do governo provincial que trabalha com o cinema e as artes audiovisuais, além da promoção de locações e serviços técnicos audiovisuais da província para facilitar a ancoragem de produções audiovisuais no território.

O lançamento do Buscador Audiovisual inscreve-se dentro dos principais objetivos da Bafilm, que são "seguir atraindo a produção audiovisual à província de Buenos Aires e que se continue filmando no distrito para gerar maior quantidade de emprego e riqueza relacionada a esta indústria", definiu Gullo.



fonte: @ediusonmariotti #edisonmariotti exame.abril.com.br

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

I Colóquio Brasileiro Cinema de Autoria Feminina

O Programa de Pós Graduação em Artes, Cultura e Linguagens, da UFJF, realizará o I Colóquio Brasileiro Cinema de Autoria Feminina, entre os dias 10 e 12 de novembro em Juiz de Fora/MG.

@s Interessad@s podem conhecer a programação e ter outras informações no site http://cbcaf2014.wordpress.com.

As vagas são limitadas e quem quiser participar já pode fazer suas inscrições diretamente no site.

domingo, 5 de outubro de 2014

Setor audiovisual brasileiro é modelo para a Espanha

País possui um bem-sucedido modelo de incentivo centrado no apoio institucional à indústria da televisão, ao cinema e ao documentário

Setor audiovisual brasileiro, em constante expansão, pretende estar entre os cinco mercados audiovisuais mais importantes do mundo nos próximos anos

São Paulo - O Brasil, cujo setor audiovisual ocupa a 10ª posição do mercado mundial, possui um bem-sucedido modelo de incentivo centrado no apoio institucional à indústria da televisão, ao cinema e ao documentário que deve ser adotado por outros países, como a Espanha, opinaram nesta quarta-feira especialistas em São Paulo.

"Sem o apoio do governo é impossível seguir adiante", afirmou o consultor espanhol Carlos Cuadros, ex-diretor do Instituto de Cinematografia e Artes Audiovisuais e da Academia de Cinema da Espanha.

Cuadros manifestou sua opinião durante um encontro sobre coprodução audiovisual entre Brasil e Espanha realizado em São Paulo, no qual também participou o coordenador de fomento da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), Rodrigo Albuquerque.

De acordo com Albuquerque, o setor brasileiro, em constante expansão, pretende estar entre os cinco mercados audiovisuais mais importantes do mundo nos próximos anos, uma meta que, ressaltou, não seria conquistada sem o respaldo governamental.



Em setembro de 2012, o Brasil sancionou uma lei que impõe aos canais de televisão por assinatura cotas de transmissão de produções nacionais, incluindo uma porcentagem de produtores independentes, uma legislação que deu, segundo o especialista, um grande impulso à esta indústria.

Segundo dados da ANCINE, graças a esta legislação, o conteúdo brasileiro passou de mil horas em 2011 a quatro mil em 2013, enquanto no primeiro semestre de 2014, a indústria cinematográfica arrecadou 19% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Cuadros, por sua vez, disse que não existe outro modelo alternativo, já que este "dá garantia às empresas e garante a diversidade".

Em oito anos, a Espanha e o Brasil coproduziram quatro projetos, mas ambos países estão buscando novas vias de colaboração, o que abre uma nova via de intercâmbios culturais e comerciais.

Para isso, Cuadros afirmou a necessidade da Espanha "aceitar a realidade" e se conformar em ser um coprodutor minoritário com relação ao Brasil porque, segundo disse, o mercado do gigante sul-americano é tão grande que "no final compensa".

Após seu discurso, Cuadros descartou, em declarações à Agência Efe, a ideia de uma "bolha brasileira" por causa do avanço do setor audiovisual, e advogou por "seguir crescendo até onde puder", porque "ainda restam muitos anos de desenvolvimento".

Albuquerque, no entanto, admitiu a esta agência que o número de espectadores nos cinemas não cresceu tanto como era esperado.

O funcionário atribuiu este fenômeno ao preço da entrada, à falta de hábito da maioria da população de comparecer ao cinema e à sensação de insegurança que, disse, está concentrando os cinemas nos shoppings.


fonte: @edisonmariotti #edisonmariotti http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/setor-audiovisual-brasileiro-e-modelo-para-a-espanha

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Edital dá R$ 22 mi ao cine independente

Hoje, na Cinemateca Brasileira, a Ministra Marta Suplicy lança os editais de BO e Longa DOC da SAV. O investimento expressivo destes editais é fruto da parceria SAV/Ancine, com recursos do Fundo do Audiovisual. São mais duas ações do programa Brasil de Todas Telas com o foco na diversidade e na pluralidade do cinema brasileiro. O Secretário do Audiovisual Mario Borgneth coordena as ações, que terão os projetos contratados pelo BRDE quando premiados.

fonte: @edisonmariotti


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ROBERT WISE - Cidade Universitária e Centro Universitário Maria Antônia - de 29 de setembro a 26 de outubro de 2014

Depois de quase dois meses de interrupção das suas atividades por conta da greve de alunos, professores e funcionários da Universidade de São Paulo, o CINUSP Paulo Emílio retoma sua programação regular com a mostra ROBERT WISE, em homenagem a um dos diretores mais bem-sucedidos e prolíficos do cinema clássico de Hollywood, que teria completado cem anos de idade no último dia 10 de setembro. Falecido há nove anos, no dia 14 de setembro de 2005, Robert Earl Wise nasceu em Winchester, Indiana, no dia 10 de setembro de 1914. Diretor, produtor ou montador de inúmeros clássicos do cinema norte-americano, sua história de vida atravessa boa parte do período áureo de Hollywood e seu trabalho inclui experiências em quase todos os gêneros cinematográficos, de modo que sua trajetória cinematográfica se confunde com a própria história da indústria.
Wise queria ser jornalista, mas, devido à crise financeira de 1929, teve que interromper os estudos aos 19 anos para começar a trabalhar. Mudou-se para Los Angeles, onde um irmão mais velho trabalhava na indústria cinematográfica e lhe arrumou emprego como operador de som na RKO. Trabalhou no departamento de som em vários filmes da RKO, como, por exemplo, O Delator (The Informer), de John Ford, até que, em 1939, passou a montar filmes e a ganhar prestígio no meio, processo que culminou com o convite de Orson Welles, em 1941, para que ele editasse seu primeiro filme, Cidadão Kane, pelo qual Wise acabaria sendo indicado ao Oscar de Melhor Montagem. Wise ainda trabalharia com Welles na montagem do filme seguinte do lendário cineasta, Soberba (The Magnificent Ambersons), o qual, depois de inúmeros desentendimentos entre Welles e os produtores, passou a contar, inclusive, com cenas adicionais dirigidas por Wise. Com a fama que alcançou por meio de seu trabalho como montador, Robert Wise foi convidado, em 1944, para substituir o croata Gunther von Fritsch na direção do filme A Maldição do Sangue da Pantera, continuação do grande sucesso Sangue de Pantera (Cat People), dirigido por Jacques Tourneur dois anos antes. O filme repetiu o êxito de bilheteria de seu antecessor e, a partir daquele ponto, Robert Wise não parou mais de dirigir longas-metragens de sucesso.
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Ao longo de mais de cinquenta anos de carreira como diretor, Robert Wise dirigiu trinta e nove filmes e construiu uma expressiva trajetória dentro do mundo cinematográfico. Além de ter sido indicado pela montagem de Cidadão Kane e, dezessete anos depois, pela direção de Eu Quero Viver!, Wise conquistou duas vezes, simultaneamente, os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Filme no Oscar: pelos musicais Amor, Sublime Amor, em 1962, e A Noviça Rebelde, em 1966. No seguinte, seria indicado ainda mais uma última vez ao maior prêmio do cinema norte-americano, na categoria Melhor Filme, por O Canhoneiro do Yang-Tsé.
Além de extensa, a filmografia de Robert Wise é também marcada por uma incomparável versatilidade, que lhe permitiu transitar com a mesma desenvoltura por uma gama bastante diversa de gêneros cinematográficos. De adaptações de suntuosos espetáculos da Broadway, como os icônicos musicais Amor, Sublime Amor e A Noviça Rebelde, à primeira adaptação para o cinema da cultuada série televisiva de ficção-científica Jornada nas Estrelas, passando por filmes de guerra e de horror (tanto os de caráter “B”, como aquele com a qual iniciou sua carreira de diretor, A Maldição do Sangue da Pantera, quanto os sofisticados Desafio do Além e As Duas Vidas de Audrey Rose), thrillers, dramas históricos, policiais noir, comédias românticas e westerns, Wise foi responsável por obras marcantes em quase todos os gêneros do cinema hollywoodiano típico. Constantemente lembrado por sua excelência técnica e por sua precisão estética, Robert Wise explorou de maneira criativa as convenções do estilo clássico do cinema norte-americano. Sua heterogênea filmografia ganha contornos ainda mais relevantes quando se constata que há ali não só o domínio, mas também a capacidade de subverter e misturar essas convenções dos gêneros cinematográficos. É o caso, por exemplo, de Punhos de Campeão, obra que mescla traços do film noir e elementos do filme gangster a um drama sobre boxe. Robert Wise explora tanto as fronteiras entre os gêneros que diversos dos seus filmes não se permitem enquadrar em apenas um deles, apresentando nuances, combinações e variações que levam essas obras para além da catalogação didática.
No campo da teoria e da crítica do cinema, Robert Wise muitas vezes tem sua importância subestimada dentro da história do cinema, mas é reconhecido com unanimidade como um cineasta completo, por ter dominado a arte de contar boas histórias, independentemente do gênero em que trabalhava. Parte da crítica costuma se deter na habilidade técnica do diretor, ignorando o possível caráter autoral de seu trabalho. Em contrapartida, outra parte da crítica reconhece a posição de Wise como autor, por seus filmes representarem uma expressão de modernidade e de discussão das convenções no panorama intrinsecamente padronizado do cinema de gênero hollywoodiano.
Atento à efeméride do centenário de nascimento deste singular e importante cineasta, o CINUSP Paulo Emílio realiza agora a mostra ROBERT WISE, uma abrangente retrospectiva com vinte e um dos mais diversificados e célebres filmes dirigidos pelo realizador. Esse tributo ao centenário do diretor traz de volta para a tela grande e para a sala escura do cinema filmes representativos da pluralidade de gêneros e da excelência técnica inerentes ao trabalho desse cineasta. Além dos musicais que o tornaram célebre, Amor, Sublime Amor e A Noviça Rebelde (e de outro musical também estrelado por Julie Andrews, A Estrela), ganham exibição nesta mostra longas-metragens que representam todas as facetas do trabalho do cineasta, de quase todas as décadas em que trabalhou. Praticamente todos os filmes reunidos nesta programação podem ser considerados clássicos dentro de seus gêneros específicos, seja o film noir (Nascido Para Matar, Terrível Suspeita), a ficção-científica (O Dia que a Terra Parou, Jornada nas Estrelas: O Filme, O Enigma de Andrômeda), o terror (A Maldição do Sangue da Pantera, Desafio do Além, As Duas Vidas de Audrey Rose), o épico histórico (Helena de Troia, O Dirigível Hindenburg), a comédia romântica (Dois na Gangorra), ou o filme de guerra (O Mar É Nosso Túmulo, Ratos do Deserto, O Canhoneiro do Yang-Tsé). Também estão incluídos na programação desta mostra exemplos de seu talento ao conduzir histórias dramáticas sobre os mais diversos assuntos, como a vida de boxeadores e o mundo do crime (Marcado pela Sarjeta, Punhos de Campeão), o sistema judicial (Eu Quero Viver!) ou o mundo dos negócios (Um Homem e Dez Destinos).
Reunindo tantas obras de qualidade de um mesmo diretor, o CINUSP convida aos admiradores do diretor Robert Wise, assim como àqueles que ainda não conhecem o seu trabalho, a apreciarem suas obras pelo que elas são: cinema clássico em sua melhor forma, pelas mãos de um de seus maiores artesãos. Um tributo ao centenário de um cineasta de vasta trajetória e plural filmografia e uma oportunidade para o público conferir na sala de cinema a maestria técnica e estética de Robert Wise.

PROGRAMAÇÃO:
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