Próximo Oscar dependerá de 6 mil pessoas
De acordo com o The Hollywood Reporter, 6.028 membros ativos da Academia votarão para eleger os vencedores do Oscar, a serem divulgados na cerimônia do dia 2 de março. A edição anterior da premiação teve 5.856 votantes, e pela primeira vez em sua história ultrapassa a quantidade de 6 mil.
O aumento repentino na quantidade de votantes, segundo o THR, se deve a algumas mudanças nas diretrizes da Academia e na criação de mais um "branch", ou seja, uma área de atuação no cinema: a de diretores de elenco (casting directors). Devido às mudanças, que aceitam mais profissionais de áreas diferentes na atuação cinematográfica, é possível que haja alguma mudanças no tipo de decisão.
A maior "branch" da Academia foi a única a perder números, embora continue sendo muito maior que as outras: a de atores, que caiu de 1178 para 1176. As outras áreas (branches), em número de associados, são: produtores (479), executivos (450), profissionais de efeitos sonoros (418), escritores e roteiristas (378), diretores e relações públicas (ambos com 377 cada um), profissionais de curta-metragem e animação (366), profissionais de efeitos visuais (323), designers de produção e de arte (262), profissionais da área musical (240), editores/montadores (230), profissionais de fotografia (228), documentário (210), maquiadores e hairstylists (135), designers de figurino (108) e diretores de elenco (54).
Daniel Cury | dezembro 14, 2013 às 9:44 pm | URL: http://wp.me/p3OHBB-4hx
domingo, 15 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Petrobras patrocina a 8ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos
Petrobras patrocina a 8ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul em exibição no Museu da Gente
Com entrada gratuita, acontece de 17 a 22 de dezembro e conta com um curta sergipano
A Petrobras patrocina, pelo sétimo ano consecutivo, a Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Serão exibidos 38 filmes em todo o país, em 600 espaços entre salas de cinema, cineclubes, pontos de cultura, instituições culturais, museus e telecentros. Em Aracaju, a mostra acontece de 17 a 22 de dezembro, no Museu da Gente Sergipana.
Lançada em 2006, a mostra tem como objetivo utilizar a linguagem cinematográfica para disseminar e fortalecer a cultura dos Direitos Humanos em todo o país. Os filmes trazem temas relacionados ao direito à memória e à verdade, diversidade sexual, inclusão de pessoas com deficiência, população de rua, entre outros. Paralelo à mostra, será implementado o projeto Inventar com a Diferença, que tem como proposta a capacitação de educadores de escolas públicas em torno dos direitos humanos.
Este ano, a programação da mostra no Sergipe terá a exibição do curta-metragem “Caixa D’Água: Qui-lombo é esse?”, da sergipana Everlane Moraes. O curta, que conta a história dos descendentes de escravos que vivem no Caixa D´Água, um dos bairros mais tradicionais de Aracaju, tem se destacado no cenário cinematográfico alternativo, sendo o vencedor da Mostra Nordeste (júri oficial) do SERCINE 2013; o filme de abertura da 7ª edição do Festival Visões Periféricas (RJ) e vencedor do Festival Iberoamericano de Curtas-Metragens -Curta-SE 2013, na categoria melhor vídeo sergipano.
A mostra tem curadoria do cineasta Francisco Cesar Filho, diretor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, e diretor do filme Futuro do Pretérito - Tropicalismo Now, lançado em 2012. Serão três categorias: Mostra Competitiva de longas, médias e curtas, em que a plateia escolhe os melhores filmes ao final de cada sessão; Mostra Homenagem ao cineasta Wladimir Carvalho (documentarista paraibano que recebeu o prêmio de melhor documentário no Festival de Paulínia 2011, com Rock Brasília: Era de Ouro), com exibição de cinco filmes, e a Mostra Cinema Indígena, com apresentação de quatro filmes.
Para democratizar o acesso a pessoas com deficiência auditiva e visual, todas as películas são exibidas em sistema closed caption que, além das legendas, informa os sons que fazem parte da cena e contém audiodescrição do cenário.
A mostra é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura, e conta também com o patrocínio da Petrobras, do BNDES e com a produção do departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense.
Com entrada gratuita, acontece de 17 a 22 de dezembro e conta com um curta sergipano
A Petrobras patrocina, pelo sétimo ano consecutivo, a Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Serão exibidos 38 filmes em todo o país, em 600 espaços entre salas de cinema, cineclubes, pontos de cultura, instituições culturais, museus e telecentros. Em Aracaju, a mostra acontece de 17 a 22 de dezembro, no Museu da Gente Sergipana.
Lançada em 2006, a mostra tem como objetivo utilizar a linguagem cinematográfica para disseminar e fortalecer a cultura dos Direitos Humanos em todo o país. Os filmes trazem temas relacionados ao direito à memória e à verdade, diversidade sexual, inclusão de pessoas com deficiência, população de rua, entre outros. Paralelo à mostra, será implementado o projeto Inventar com a Diferença, que tem como proposta a capacitação de educadores de escolas públicas em torno dos direitos humanos.
Este ano, a programação da mostra no Sergipe terá a exibição do curta-metragem “Caixa D’Água: Qui-lombo é esse?”, da sergipana Everlane Moraes. O curta, que conta a história dos descendentes de escravos que vivem no Caixa D´Água, um dos bairros mais tradicionais de Aracaju, tem se destacado no cenário cinematográfico alternativo, sendo o vencedor da Mostra Nordeste (júri oficial) do SERCINE 2013; o filme de abertura da 7ª edição do Festival Visões Periféricas (RJ) e vencedor do Festival Iberoamericano de Curtas-Metragens -Curta-SE 2013, na categoria melhor vídeo sergipano.
A mostra tem curadoria do cineasta Francisco Cesar Filho, diretor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, e diretor do filme Futuro do Pretérito - Tropicalismo Now, lançado em 2012. Serão três categorias: Mostra Competitiva de longas, médias e curtas, em que a plateia escolhe os melhores filmes ao final de cada sessão; Mostra Homenagem ao cineasta Wladimir Carvalho (documentarista paraibano que recebeu o prêmio de melhor documentário no Festival de Paulínia 2011, com Rock Brasília: Era de Ouro), com exibição de cinco filmes, e a Mostra Cinema Indígena, com apresentação de quatro filmes.
Para democratizar o acesso a pessoas com deficiência auditiva e visual, todas as películas são exibidas em sistema closed caption que, além das legendas, informa os sons que fazem parte da cena e contém audiodescrição do cenário.
A mostra é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura, e conta também com o patrocínio da Petrobras, do BNDES e com a produção do departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense.
Serviço:8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Local: Museu da Gente Sergipana
Data: de 17 a 22 de dezembro.
Entrada Franca- Acesso para pessoas com deficiência
Programação completa e mais informações em
Comunicação Regional Nordeste
Assessoria de Imprensa
Cinema: Tem início Festival de Cinema "Olhares do Pantanal"
O projeto objetiva difundir, valorizar e discutir a produção audiovisual do Estado, promovendo uma aproximação da população com o cinema.
Começou ontem e se estende até o dia 15, domingo, em Cáceres a segunda edição do Festival de Cinema “Olhares do Pantanal”. A atividade tem a parceria do Campus Universitário de Cáceres e da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da Universidade do Estado de Mato Grosso. O Cine Xin Cinema receberá a programação deste ano. A entrada é gratuita.
O projeto objetiva difundir, valorizar e discutir a produção audiovisual do Estado, promovendo uma aproximação da população com o cinema. Sua programação privilegia diretores e/ou cenários de produção mato-grossenses. Os filmes apresentados abrangem diversos gêneros: documentário, animação, drama, ação, comédia, dentre outros. Além da exibição dos trabalhos, o festival vai ser composto por palestras e mesas-redondas.
A programação de hoje, 12, traz exibição de filmes às 14h no Cine Xin e às 15h30, no mesmo local, um bate-papo com o cineasta Amauri Tangará.Às 19h, a mostra de filmes é retomada no Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC).
Mostra Competitiva
A iniciativa visa ainda a estimular a produção cinematográfica de criadores locais por meio da mostra competitiva “Curta Cine Cáceres”. O julgamento da mostra será feito por três profissionais do meio audiovisual e por voto popular de participantes do festival. Os filmes serão premiados com troféus nas categorias “Melhor Filme Curta Metragem”, “Melhor Vídeo”, “Melhor Diretor”, “Melhor Ator” e “Melhor Diretor de Fotografia”.
Autor: Assessoria
Fonte: O Nortão
Começou ontem e se estende até o dia 15, domingo, em Cáceres a segunda edição do Festival de Cinema “Olhares do Pantanal”. A atividade tem a parceria do Campus Universitário de Cáceres e da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da Universidade do Estado de Mato Grosso. O Cine Xin Cinema receberá a programação deste ano. A entrada é gratuita.
O projeto objetiva difundir, valorizar e discutir a produção audiovisual do Estado, promovendo uma aproximação da população com o cinema. Sua programação privilegia diretores e/ou cenários de produção mato-grossenses. Os filmes apresentados abrangem diversos gêneros: documentário, animação, drama, ação, comédia, dentre outros. Além da exibição dos trabalhos, o festival vai ser composto por palestras e mesas-redondas.
A programação de hoje, 12, traz exibição de filmes às 14h no Cine Xin e às 15h30, no mesmo local, um bate-papo com o cineasta Amauri Tangará.Às 19h, a mostra de filmes é retomada no Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC).
Mostra Competitiva
A iniciativa visa ainda a estimular a produção cinematográfica de criadores locais por meio da mostra competitiva “Curta Cine Cáceres”. O julgamento da mostra será feito por três profissionais do meio audiovisual e por voto popular de participantes do festival. Os filmes serão premiados com troféus nas categorias “Melhor Filme Curta Metragem”, “Melhor Vídeo”, “Melhor Diretor”, “Melhor Ator” e “Melhor Diretor de Fotografia”.
Autor: Assessoria
Fonte: O Nortão
Cinema equatoriano em Foz
Mostra na UNILA contará com quatro obras contemporâneas equatorianas. Para marcar o encerramento cinematográfico das atividades de 2013, o Programa Cinedebate da UNILA, a Embaixada do Equador no Brasil e a Fundação Cultural de Foz do Iguaçu apresentam “Olhares do Cinema Equatoriano”. A Mostra compreende a exibição e o debate de filmes equatorianos contemporâneos e será realizada de 16 a 18 de dezembro, na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, com início sempre às 18h. A entrada é gratuita e as sessões são abertas a toda a comunidade. Haverá certificação aos participantes.
“O Programa Cinedebate propõe-se a abrir espaços para a exibição de significativas obras de cinema, assim como ao fomento da cultura audiovisual e cinematográfica, por meio da articulação dos princípios da UNILA. Na ocasião, graças à Embaixada do Equador no Brasil, queremos compartilhar variadas expressões cinematográficas do Equador. No futuro, pensamos visitar com o cinema vários outros países e conhecer mais a fundo o trabalho e, sobretudo, as perspectivas dos cineastas”, explica o professor do curso de Cinema e Audiovisual, Bruno López Petzoldt, coordenador do Programa Cinedebate.
Prometeo Deportado abre a MostraA cerimônia de abertura contará com a presença de membros da Embaixada do Equador no Brasil e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Após a sessão, será exibida e discutida a primeira das quatro obras selecionadas: Prometeo Deportado (2010, 111′), de Fernando Mieles. A narrativa se passa em algum aeroporto europeu. Em meio a queixas e reclamações, um grupo de equatorianos é detido. Todos ocultam algo, como Prometeo, um jovem acorrentado como delinquente e que carrega um baú de magia na sua bagagem. Ele está com Afrodita, uma jovem que esconde a sua verdadeira identidade.
Na terça-feira (17) será exibido o documentário Baltazar Ushka, o Tempo Congelado (2008, 22’), de Igor y José Antonio Guayasamín. A história se passa a 6.267 metros de altura, no vulcão mais alto do mundo em relação ao centro da terra, onde trabalha, há mais de trinta anos, Baltazar Ushka. Sua tarefa consiste em tirar gelo do vulcão, depois transportá-lo e vendê-lo. Antigamente essa prática era realizada por toda a comunidade, mas agora só resta Baltazar. O filme viaja no tempo de maneira circular, coerente com a cosmovisão indígena.
En el nombre de la hija será exibido no segundo dia da MostraNa sequência, será exibida a obra de ficção Em nome da filha (2011, 103’), de Tania Hermida, que conta, com humor e ironia, a história de uma menina de nove anos que se vê confrontada com os ideais comunistas de seu pai e os dogmas católicos da sua avó conservadora. O encontro com o “tio louco”, escondido na biblioteca, vai fazer com que a menina resolva seus dilemas, mudando sua relação com a linguagem e com o próprio nome.
O encerramento da Mostra será na quarta-feira (18) com a projeção e debate de Com meu coração em Yambo (2011, 137’), documentário de María Fernanda Restrepo, que aborda a história de sua família cujos pais foram assassinados e torturados pela polícia equatoriana sem qualquer motivo em 1988, no governo de León Febres Cordero.

Mostra
As películas, entre obras de ficção, curtas e documentários, que também já foram exibidas em Brasília, fazem parte da Mostra Doce miradas del cine ecuatoriano, organizada pela Embaixada do Equador no Brasil e que reúne 12 olhares que expressam a contemporaneidade do equatoriana manifestada por estilos e histórias de realizadores no país. A Mostra visa chamar atenção para a grande fase que passa a produção audiovisual no Equador, devido ao apoio do governo nacional.
“O Programa Cinedebate propõe-se a abrir espaços para a exibição de significativas obras de cinema, assim como ao fomento da cultura audiovisual e cinematográfica, por meio da articulação dos princípios da UNILA. Na ocasião, graças à Embaixada do Equador no Brasil, queremos compartilhar variadas expressões cinematográficas do Equador. No futuro, pensamos visitar com o cinema vários outros países e conhecer mais a fundo o trabalho e, sobretudo, as perspectivas dos cineastas”, explica o professor do curso de Cinema e Audiovisual, Bruno López Petzoldt, coordenador do Programa Cinedebate.
Prometeo Deportado abre a MostraA cerimônia de abertura contará com a presença de membros da Embaixada do Equador no Brasil e da Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Após a sessão, será exibida e discutida a primeira das quatro obras selecionadas: Prometeo Deportado (2010, 111′), de Fernando Mieles. A narrativa se passa em algum aeroporto europeu. Em meio a queixas e reclamações, um grupo de equatorianos é detido. Todos ocultam algo, como Prometeo, um jovem acorrentado como delinquente e que carrega um baú de magia na sua bagagem. Ele está com Afrodita, uma jovem que esconde a sua verdadeira identidade.
Na terça-feira (17) será exibido o documentário Baltazar Ushka, o Tempo Congelado (2008, 22’), de Igor y José Antonio Guayasamín. A história se passa a 6.267 metros de altura, no vulcão mais alto do mundo em relação ao centro da terra, onde trabalha, há mais de trinta anos, Baltazar Ushka. Sua tarefa consiste em tirar gelo do vulcão, depois transportá-lo e vendê-lo. Antigamente essa prática era realizada por toda a comunidade, mas agora só resta Baltazar. O filme viaja no tempo de maneira circular, coerente com a cosmovisão indígena.
En el nombre de la hija será exibido no segundo dia da MostraNa sequência, será exibida a obra de ficção Em nome da filha (2011, 103’), de Tania Hermida, que conta, com humor e ironia, a história de uma menina de nove anos que se vê confrontada com os ideais comunistas de seu pai e os dogmas católicos da sua avó conservadora. O encontro com o “tio louco”, escondido na biblioteca, vai fazer com que a menina resolva seus dilemas, mudando sua relação com a linguagem e com o próprio nome.
O encerramento da Mostra será na quarta-feira (18) com a projeção e debate de Com meu coração em Yambo (2011, 137’), documentário de María Fernanda Restrepo, que aborda a história de sua família cujos pais foram assassinados e torturados pela polícia equatoriana sem qualquer motivo em 1988, no governo de León Febres Cordero.
Mostra
As películas, entre obras de ficção, curtas e documentários, que também já foram exibidas em Brasília, fazem parte da Mostra Doce miradas del cine ecuatoriano, organizada pela Embaixada do Equador no Brasil e que reúne 12 olhares que expressam a contemporaneidade do equatoriana manifestada por estilos e histórias de realizadores no país. A Mostra visa chamar atenção para a grande fase que passa a produção audiovisual no Equador, devido ao apoio do governo nacional.
fonte:
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Museu vai reunir olhares de cineastas sobre Sertão nordestino e Gonzaga
Cais do Sertão, no Recife, promete inovar utilizando recursos tecnológicos.
Local terá obras de Paulo Caldas e Camilo Cavalcante, entre outros.
Bastidores da gravação de 'Lua', de Paulo Caldas, que será exibido no Cais do Sertão (Foto: Fred Jordão/ Divulgação)
Em construção no Bairro do Recife, o Cais do Sertão vai abrigar o acervo e reverenciar a obra de Luiz Gonzaga e deve chamar a atenção dos visitantes pelos recursos expositivos e tecnológicos inovadores. As estruturas do museu, instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, vão exibir documentos e trabalhos inéditos de artes plásticas, cinema, música, literatura e novas mídias. Os cineastas pernambucanos Lírio Ferreira, Paulo Caldas, Marcelo Gomes, Kleber Mendonça Filho e Camilo Cavalcanti, além do xilogravurista e cordelista J. Borges, são alguns dos artistas que emprestaram o olhar para falar do Sertão nordestino e narrar a trajetória do Rei do Baião. A previsão é que o espaço seja aberto de forma experimental em fevereiro de 2014, entrando em pleno funcionamento até a Copa do Mundo.
Conhecido por dirigir o premiado longa "Baile Perfumado", Paulo Caldas montou o curta-metragem "Lua", que fará parte da instalação permanente do Cais do Sertão. A película foi gravada em outubro passado, no Parque Nacional da Serra do Catimbau e em Serrita, entre o Agreste e Sertão de Pernambuco. "É uma viagem à memória do Sertão através do olhar e da música de Luiz Gonzaga, um grande painel vivo, em movimento, poético e sonoro. Não tem nada do que tradicionalmente se chama biográfico, mas acaba sendo muito mais biográfico também", explicou o cineasta.
O filme será exibido na Caixa do museu, que, segundo Caldas, é "um espaço fechado, para pessoas sentarem, com tela muito grande, som muito bom, imagem de qualidade boa, como cinema". "A nossa expectativa é que a pessoa entre na sala e se sinta dentro do Sertão por meio dos olhos, ouvidos e memória 'gonzaguena'. Acho que [o espaço] vai atrair muitas pessoas, e é fundamental que se tenha esse cuidado, essa reflexão sobre essa parte do Brasil tão importante", disse.
Gravação de 'Memórias', produzido pelo cineasta
Camilo Cavalcante (Foto: Beto Martins/ Divulgação)
Vida de viajante
O produtor e cineasta Camilo Cavalcante assina o vídeo "Memórias", que também fará parte da instalação permanente do Cais do Sertão. Serão dez painéis de LED, com 42 polegadas, nos quais serão exibidos depoimentos de 48 migrantes brasileiros. Gente que fala sobre a experiência de ir morar em Porto Velho (RO), Brasília e cidades-satélites de Goiás e várias regiões de São Paulo, por exemplo. Há entrevistas também com pessoas do Sertão Central e do Araripe pernambucanos que explicam por que voltaram para a cidade natal após essa aventura Brasil afora. "A instalação reflete essas movimentações da vida, sair da estagnação para algo melhor, o sonho de dar certo", contou.
As entrevistas foram feitas ao longo deste ano, em um projeto exclusivo para o Cais do Sertão. Há falas de famosos, como o ex-presidente Lula, o cineasta Vladimir Carvalho e o escritor Marcelino Freire, além de anônimos. "É um painel humano, denso e poético; uma grande imersão nessa questão migratória, que é tema cantado na obra de Luiz Gonzaga", comentou. A instalação é interativa, pois o visitante vai tocar no rosto do relato que tem interesse em ouvir. Cada monitor terá dois fones de ouvido.
Já o cineasta Kleber Mendonça Filho, que se destacou esse ano pela direção do premiado filme "O som ao redor", desenvolveu uma instalação sobre o tema 'feira'. Ele passou alguns dias no município de Ibimirim, no Sertão de Pernambuco, captando imagens que serão exibidas em monitores de alta definição. Uma experiência que ele considerou "incrível".
A música "Légua tirana", de Luiz Gonzaga, inspirou o trabalho do cineasta. "Acho essa música linda, sensível, triste, um lamento. Foi o meu ponto de partida. Eu geralmente não faço obras ou filmes de forma literal, mas que sejam o estado de espírito sobre algo, que nesse caso pode ser a música, o Sertão, Luiz Gonzaga", comentou.
Módulo 1, onde trabalhos dos cineastas serão exibidos, está em obras. (Foto: Fred Jordão/ Divulgação)
Imersão exploratória
As obras serão exibidas em espaços do módulo 1 do Cais do Sertão, que tem ao todo 2.000 metros quadrados, com acervo físico e intervenções tecnológicas. É esse módulo que deve ser aberto ainda no primeiro semestre de 2014. "Os trabalhos estão todos finalizados e aprovados pela curadoria, prontos para testes. Nada neles é tradicional. São provocações tanto do ponto de vista tecnológico quanto curatorial. Essa experimentação é o espírito do museu", comentou Gilberto Freyre Neto, coordenador-executivo do projeto.
O módulo 1 terá recepção com vitrine de objetos de Gonzaga, um espaço para experiências sensoriais e audiovisuais, um galpão onde a vida sertaneja é exposta com variados recursos e uma caixa de projeções audiovisuais sobre Gonzaga, os falares do Sertão e a história do cordel. Ainda haverá uma ala onde o visitante poderá pesquisar a obra completa do Rei do Baião e ainda colocar a mão na massa, criando seus próprios sons.
O módulo 2 corresponde ao centro cultural com auditório, salas para oficinas, restaurante, café e espaços de ambientação e convivência. Esse módulo só deve ser inaugurado no fim do próximo ano.
Camilo Cavalcante (Foto: Beto Martins/ Divulgação)
Vida de viajante
O produtor e cineasta Camilo Cavalcante assina o vídeo "Memórias", que também fará parte da instalação permanente do Cais do Sertão. Serão dez painéis de LED, com 42 polegadas, nos quais serão exibidos depoimentos de 48 migrantes brasileiros. Gente que fala sobre a experiência de ir morar em Porto Velho (RO), Brasília e cidades-satélites de Goiás e várias regiões de São Paulo, por exemplo. Há entrevistas também com pessoas do Sertão Central e do Araripe pernambucanos que explicam por que voltaram para a cidade natal após essa aventura Brasil afora. "A instalação reflete essas movimentações da vida, sair da estagnação para algo melhor, o sonho de dar certo", contou.
As entrevistas foram feitas ao longo deste ano, em um projeto exclusivo para o Cais do Sertão. Há falas de famosos, como o ex-presidente Lula, o cineasta Vladimir Carvalho e o escritor Marcelino Freire, além de anônimos. "É um painel humano, denso e poético; uma grande imersão nessa questão migratória, que é tema cantado na obra de Luiz Gonzaga", comentou. A instalação é interativa, pois o visitante vai tocar no rosto do relato que tem interesse em ouvir. Cada monitor terá dois fones de ouvido.
Já o cineasta Kleber Mendonça Filho, que se destacou esse ano pela direção do premiado filme "O som ao redor", desenvolveu uma instalação sobre o tema 'feira'. Ele passou alguns dias no município de Ibimirim, no Sertão de Pernambuco, captando imagens que serão exibidas em monitores de alta definição. Uma experiência que ele considerou "incrível".
A música "Légua tirana", de Luiz Gonzaga, inspirou o trabalho do cineasta. "Acho essa música linda, sensível, triste, um lamento. Foi o meu ponto de partida. Eu geralmente não faço obras ou filmes de forma literal, mas que sejam o estado de espírito sobre algo, que nesse caso pode ser a música, o Sertão, Luiz Gonzaga", comentou.
Imersão exploratória
As obras serão exibidas em espaços do módulo 1 do Cais do Sertão, que tem ao todo 2.000 metros quadrados, com acervo físico e intervenções tecnológicas. É esse módulo que deve ser aberto ainda no primeiro semestre de 2014. "Os trabalhos estão todos finalizados e aprovados pela curadoria, prontos para testes. Nada neles é tradicional. São provocações tanto do ponto de vista tecnológico quanto curatorial. Essa experimentação é o espírito do museu", comentou Gilberto Freyre Neto, coordenador-executivo do projeto.
O módulo 1 terá recepção com vitrine de objetos de Gonzaga, um espaço para experiências sensoriais e audiovisuais, um galpão onde a vida sertaneja é exposta com variados recursos e uma caixa de projeções audiovisuais sobre Gonzaga, os falares do Sertão e a história do cordel. Ainda haverá uma ala onde o visitante poderá pesquisar a obra completa do Rei do Baião e ainda colocar a mão na massa, criando seus próprios sons.
O módulo 2 corresponde ao centro cultural com auditório, salas para oficinas, restaurante, café e espaços de ambientação e convivência. Esse módulo só deve ser inaugurado no fim do próximo ano.
Fundo Audiovisual anuncia investimento de R$ 17,6 milhões
Outros onze projetos foram chamados para apresentação oral ainda este ano
A Agência Nacional de Cinema (Ancine) e o Banco Regional de Desenvolvimento Econômico, agente financeiro do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), anunciam mais um pacote de investimentos na produção audiovisual brasileira. Nesta operação, oito longas-metragens, três obras seriadas e dois filmes para televisão receberão aportes que totalizam R$ 17,67 milhões. Outros 11 projetos foram convocados para defesa oral neste final de ano.
Na chamada voltada à aquisição de direitos de distribuição comercial de longas-metragens - Prodecine 02/2012 - foram contemplados sete projetos de quatro distribuidoras brasileiras independentes, no valor de R$ 10,1 milhões. Entre os selecionados estão “Zoom”, “Língua seca”, “Do lado de fora” e “Berenice procura”, todos de diretores estreantes em longas de ficção.
Pela linha de comercialização de filmes brasileiros - Prodecine 03/2012 - a distribuidora Pipa Nativa receberá investimento de R$ 75 mil para o lançamento do longa de animação “Ritos de passagem”, produzido na Bahia, com direção de Chico Liberato.
Já a Chamada Prodav 01/2012 contemplou cinco obras para televisão, sendo três obras seriadas e dois documentários, com o valor total de R$ 7,5 milhões. Entre as séries contempladas estão a segunda temporada de “Vida de Estagiário”, da Neoplastique Entretenimento, licenciada para o Warner; a série “Santo Forte”, dirigida por Roberto D’Ávila; e ainda a animação “Angeli, ‘The Killer’”, produzida pela Coala Produções Artísticas para exibição no Canal Brasil.
O Fundo Setorial do Audiovisual foi criado em 2006, pela Lei 11.437. Mas foi a aprovação da Lei do Serviço de Acesso Condicionado (Lei 12.485/2011) que ampliou os recursos destinados ao incentivo à indústria audiovisual nacional, a partir da contribuição também das teles. Até maio de 2013, o valor arrecadado a título de Condecine foi de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, referente ao exercício de 2012. Destes, R$ 888 milhões foram arrecadados das operadoras de telecomunicações. Em 2012, pela Condecine foram arrecadados R$ 725,23 milhões, dos quais R$ 655,66 foram pagos pelas teles.
Seleção de projetos continua na próxima semana
Também foi anunciada hoje a convocação de mais 11 projetos para a etapa de Defesa Oral ("pitching") das chamadas públicas PRODAV – 01/2012 (Linha B - produção de obras para televisão), PRODECINE – 02/2012 (Linha C - aquisição de direitos de distribuição de longas-metragens), PRODECINE – 03/2012 (Linha D - de comercialização de obras de longa-metragem) e PRODECINE – 04/2012 (Linha A - produção de obras de longa-metragem). Os proponentes dos projetos devem apresentá-los no próximo dia 16 de dezembro, no Rio de Janeiro. (Da redação)
A Agência Nacional de Cinema (Ancine) e o Banco Regional de Desenvolvimento Econômico, agente financeiro do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), anunciam mais um pacote de investimentos na produção audiovisual brasileira. Nesta operação, oito longas-metragens, três obras seriadas e dois filmes para televisão receberão aportes que totalizam R$ 17,67 milhões. Outros 11 projetos foram convocados para defesa oral neste final de ano.
Na chamada voltada à aquisição de direitos de distribuição comercial de longas-metragens - Prodecine 02/2012 - foram contemplados sete projetos de quatro distribuidoras brasileiras independentes, no valor de R$ 10,1 milhões. Entre os selecionados estão “Zoom”, “Língua seca”, “Do lado de fora” e “Berenice procura”, todos de diretores estreantes em longas de ficção.
Pela linha de comercialização de filmes brasileiros - Prodecine 03/2012 - a distribuidora Pipa Nativa receberá investimento de R$ 75 mil para o lançamento do longa de animação “Ritos de passagem”, produzido na Bahia, com direção de Chico Liberato.
Já a Chamada Prodav 01/2012 contemplou cinco obras para televisão, sendo três obras seriadas e dois documentários, com o valor total de R$ 7,5 milhões. Entre as séries contempladas estão a segunda temporada de “Vida de Estagiário”, da Neoplastique Entretenimento, licenciada para o Warner; a série “Santo Forte”, dirigida por Roberto D’Ávila; e ainda a animação “Angeli, ‘The Killer’”, produzida pela Coala Produções Artísticas para exibição no Canal Brasil.
O Fundo Setorial do Audiovisual foi criado em 2006, pela Lei 11.437. Mas foi a aprovação da Lei do Serviço de Acesso Condicionado (Lei 12.485/2011) que ampliou os recursos destinados ao incentivo à indústria audiovisual nacional, a partir da contribuição também das teles. Até maio de 2013, o valor arrecadado a título de Condecine foi de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, referente ao exercício de 2012. Destes, R$ 888 milhões foram arrecadados das operadoras de telecomunicações. Em 2012, pela Condecine foram arrecadados R$ 725,23 milhões, dos quais R$ 655,66 foram pagos pelas teles.
Seleção de projetos continua na próxima semana
Também foi anunciada hoje a convocação de mais 11 projetos para a etapa de Defesa Oral ("pitching") das chamadas públicas PRODAV – 01/2012 (Linha B - produção de obras para televisão), PRODECINE – 02/2012 (Linha C - aquisição de direitos de distribuição de longas-metragens), PRODECINE – 03/2012 (Linha D - de comercialização de obras de longa-metragem) e PRODECINE – 04/2012 (Linha A - produção de obras de longa-metragem). Os proponentes dos projetos devem apresentá-los no próximo dia 16 de dezembro, no Rio de Janeiro. (Da redação)
fonte:
Artistas discutem variação da bilheteria do cinema nacional em 2013
Números indicam que poucos filmes brasileiros vão bem no mercado: a maioria vai mal.
Sempre haverá algum crítico ou espectador para contestar a informação – no ano passado, o melhor filme brasileiro do ano deve ter feito míseros 10 mil espectadores, se tanto, e não se pode dizer que tenha sido um fracasso. Lançado em pouquíssimas salas, em horários alternativos, Sagrado Segredo, de André Luiz Oliveira, fez números decentes por cópia para alcançar a média, mesmo que baixa. Este ano tem sido de comemoração – os números do cinema brasileiro aumentaram muito, incluindo o share, a participação nacional no próprio mercado, mas é muito provável que o melhor brasileiro do ano, programado para estrear no dia 27 – São Silvestre, de Lina Chamie – encerrará 2013 fazendo menos público que o melhor de 2012.
Divulgação
'De Pernas pro Ar 2': 4,7 milhões de espectadores
Justamente nesta sexta-feira, dia 5, a Ancine, Agencia Nacional de Cinema, que regulamenta o cinema no País se reúne para debater a cota de tela para a produção nacional em 2014. Neste ano, dependendo do número de salas de cada complexo, os cinemas cumprem uma cota mínima entre 28 e 63 dias por sala e devem exibir de três a 14 filmes nacionais diferentes, no mínimo. O cineasta Ícaro Martins divulgou um documento que foi avalizado por Eduardo Escorel em seu blog. Há um discurso de que o cinema brasileiro se consolida, avança de vento em popa e não precisa de leis protecionistas para se impor no próprio mercado. Martins tem restrições a ele. Não é verdade – não num mercado formatado para a produção de Hollywood, agora é o repórter quem diz. Como Martins assinala em seu documento, tanto a frequência do público quanto os números do cinema brasileiro aumentaram muito desde 2000. Mas, se é verdade que o mercado cresceu, a presença brasileira tem sido tudo, menos regular.
Este ano, nenhum filme superou a marca de 5 milhões de espectadores, embora dois tenham se aproximado bastante. E são dois bons filmes – De Pernas pro Ar 2, de Roberto Santucci, e Minha Mãe É uma Peça, de André Pellenz, com o fenômeno Paulo Gustavo. Os críticos reclamam do sucesso das comédias, como se elas não pudessem ter méritos. Uma aborda em chave crítica o papel da mulher na sociedade brasileira. A outra discute a disfuncionalidade familiar. Márcio Fraccaroli, da Paris Filmes, que distribui os dois, analisa. Sua empresa fez uma aposta na comédia e deu apoio integral aos projetos, inclusive apostando em lançamentos massivos. Agora mesmo, Crô – O Filme, de Bruno Barreto, acaba de abrir com mais de 330 mil espectadores no primeiro fim de semana. O filme deve fechar a primeira semana em 600 mil espectadores, e Fraccaroli acredita que chegará a 1,5 milhão de espectadores, bem mais que o próprio Barreto alcançou com seu longa precedente, o dramático (e poético) Flores Raras.
Se a previsão de público para este ano no Brasil é de 152 a 155 milhões de espectadores, a expectativa é de que a participação brasileira (o share) fique entre 25 e 26 milhões. Desse total, entre 16 e 17% do bolo, 65% correspondem a filmes da Paris. Fraccaroli comemora, mas mantém a cabeça fria. Para ele, o mercado está em processo de mudança. Como explicar, do seu ponto de vista, que Cine Holliúdy faça mais público que Serra Pelada, de Heitor Dhalia? Neste quadro, os 750 mil espectadores de O Tempo e o Vento, de Jayme Monjardim, são honrosos – mesmo que decepcionantes, na relação custo/benefício. A novidade dos números deste ano foi que tivemos mais produções em torno de 500 mil espectadores, mas isso gerou um discurso equivocado, segundo Ícaro Martins em seu documento.
Os eufóricos saudaram um crescimento dos filmes brasileiros médios, mas a verdade é que os números não são tão positivos assim. Muitos filmes projetados para ser blockbusters realizaram desempenhos abaixo do esperado e obtiveram rendimento de filme médio – aqueles projetados para 150 cópias, ou salas –, ficando na tal faixa dos 500 mil. Recentemente, no RioMarket, Camila Pacheco, diretora de Marketing da Fox no Brasil, apresentou um dado alarmante – o share (participação) do filme médio caiu de 30% para 6% no mercado. Camila culpa a lenta expansão do mercado exibidor, mas há controvérsia. O número de salas tem aumentado a uma razão superior a 7% ao ano, mais que o dobro do PIB. O problema, o real problema, vão informar os produtores e diretores independentes – de pequenos filmes autorais –, é que está cada vez mais caro lançar filmes no Brasil.
Ao contrário da Paris, muitos distribuidores esperam que os produtores tragam o dinheiro do lançamento. Sem investimento – sem publicidade –, as chances dos filmes são reduzidas. Sílvia Cruz, da Vitrine Filmes, tem sido guerreira na batalha por espaço. Muitas vezes ganha horários alternativos empurrada pela crítica. Com O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, seu maior sucesso, fez 96 mil espectadores. Ela apoia o aumento da cota de tela, mas teme que vá beneficiar ainda mais os filmes grandes. Não ocorre só aqui. No Festival do Rio, ao lançar um dos melhores filmes estrangeiros do ano (Um Estranho no Lago), o diretor Alain Guiraudie disse que seu prestígio não tem a contrapartida do público e, mesmo na França, um país reputado como de cinéfilos, sua média de público tem sido de 30 mil espectadores. Se a tendência à concentração do mercado é mundial, no Brasil é ainda mais dramática. A fatia em que se movimentam os filmes brasileiros, lembra Ícaro Martins, anda na faixa de 12%. Este ano, vai a 17%, mas, dos 115 longas lançados em 2013 (e a retrospectiva começa hoje no CineSesc com 111), 15 dividem, de forma desigual, 15% de toda a renda, cabendo aos outros cem os 2% restantes. Ou seja, o cinema brasileiro vai bem, mas a maioria dos filmes vai mal.
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